ALEXANDRE MIRANDA DELGADO

Filho de Aristobes Cândido Delgado e Guaraciaba Miranda Delgado, autor de mais de 30 escritos, Alexandre Miranda Delgado nasceu em Lima Duarte, em 7 de junho de 1934. Ele tem 2 irmãos: Peralva e Dilermando. Casou-se com Maria Jesuina Teixeira Delgado e têm 2 filhas.
Alexandre cursou o antigo primário, concluído com nota 10, no Grupo Escolar Bias Fortes e o secundário na Academia do Comércio, em Juiz de Fora, onde graduou-se em História pela Faculdade de Filosofia e Letras da Universidade Federal. Pós- graduado em Docência Universitária pela Universidade Gama Filho, no Rio.
Professor, bancário e pesquisador incansável no Brasil e no exterior, sócio-correspondente do Instituto Genealógico Brasileiro, membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, dos Institutos Históricos e Geográficos de Minas Gerais e de Campanha – MG, do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Sorocaba-SP, da Academia Juiz-forana de Letras, do Real Gabinete Português de Leitura – RJ, do Instituto Cultural Dona Isabel I a Redentora, da Sociedade Amigos do Museu Hebraico de Vassouras e da Associação Cultural do Arquivo Histórico Municipal de Barbacena.
Alexandre associou-se ao Colégio Brasileiro de Genealogia em 9 de maio de 1970, tendo sido eleito primeiro ocupante da Cadeira 27 no ano seguinte e exercido a função de 2º Secretário no biênio 1988-1990. Cidadão Benemérito de Lima Duarte, em 28 de novembro de 2008, o escritor é a autor do livro Memória Histórica sobre a Cidade de Lima Duarte e seu Município, publicado em 1962 e segunda edição revista e corrigida – 2009.
LD&CIA: Cidades que morou?
ALEXANDRE: Lima Duarte, Juiz de Fora e Rio no Brasil. Em Portugal, morei em Lisboa e, na Alemanha, na cidade de Colônia.
LD&CIA: O livro de sua autoria, Memória Histórica da cidade de Lima Duarte e seu Município, é referência. Conte sobre a pesquisa, escrita e publicação desta obra imortal:
ALEXANDRE: Comecei a pesquisar, desde meus 18 anos, no Arquivo Nacional e na Biblioteca Nacional e, também, no Arquivo Público Mineiro de BH e no Arquivo de Barbacena.
LD&CIA: O que significou escrever o livro sobre Lima Duarte?
ALEXANDRE: Foi meu primeiro livro, encarei com muito significado e afetos.
LD&CIA: Quantos anos você morou em Lima Duarte?
ALEXANDRE: 11 anos.
LD&CIA: Quais as lembranças que você guarda de Lima Duarte?
ALEXANDRE: Lembro do grupo escolar Bias Fortes, da igreja matriz, onde fui coroinha, dos meus avós, com quem eu morava, da família e amigos.
LD&CIA: O que você diria para os limaduartinos?
ALEXANDRE: Que se dediquem ao trabalho, procurem estudar e ter acesso ao conhecimento, além de perseverarem.
LD&CIA: Eu já ouvi de alguns juiz-foranos que você foi quem descobriu a razão do nome da cidade Juiz de Fora. Fale sobre sobre este feito:
ALEXANDRE: Foi através de uma pesquisa que fiz no Arquivo Público Mineiro, quando já tinha maior experiência em pesquisar arquivos, na década de 60. Nela consegui levantar dados sobre o Juiz de Fora Luis Fortes Bustamante de Sá, que faleceu em 1723, em São João Del Rei.
LD&CIA: Você quer acrescentar algo?
ALEXANDRE: Agradeço aos limaduartinos pela homenagem.
(O escritor será homenageado pela Câmara Municipal de Lima Duarte).
Em nome do Jornal LD&Cia., eu agradeço e foi um prazer conhecer a sua história. Obrigada!
Trabalhos em livros, revistas especializadas e imprensa:
– Domingos Vidal e a ode a Afonso de Albuquerque (crítica de atribuição);
– Padre Manuel Rodrigues, visitador apostólico às freguesias do mato;
– Cronologia do alcaide-mor (fazenda);
– Antonio Vidal Barbosa – primeiro bacharel juiz-forano ;
– Uma grande vida: Desembargador Mucio de Abreu e Lima;
– Começa com uma capela Santo Antônio de Juiz de Fora (Estado de Minas);
– Domingos Vidal- um inconfidente esquecido pela posteridade;
– Cronologia de Juiz de Fora;
– Alvarenga Peixoto – amigo da liberdade;
– Thomas Jefferson e os estudantes brasileiros em Montpellier (Fafile, 1967);
– Registros de batismo de Santo Antônio da Boiada;
– Memória Histórica sobre a Cidade de Lima Duarte e seu Município – 1962; 2ª ed. revista e corrigida – 2009;
– O Padre Manuel Rodrigues, Inconfidente – 1963;
– Portugal – Uma Vocação de Grandeza – 1966;
– Efemérides da Independência – 1973;
– Aspectos do abolicionismo na imprensa – 1988;
– O imperador magnânimo- aspectos da figura de Dom Pedro II através de seus escritos e depoimentos – 1993;
– Novas considerações sobre a Princesa Isabel – 1996;
– Historiografia da Inconfidência Mineira – 1989;
– Vilhena de Morais: aspectos de sua vida e obra – 1987;
– Centenário de um grande português Manoel Rodrigues Lapa – 1997;
– Waldemar de Almeida Barbosa: pesquisador da história regional e revisionista – 2003;
– Herculano Gomes Mathias – 2004;
– Documentação sobre a Inconfidência Mineira, novas sugestões e propostas de estudos – 2005;
– Padre Manoel Rodrigues da Costa – um inconfidente amigo dos livros – 2006.
Inéditos:
– Basílio de Magalhães;
– Serra da Ibitipoca – notas históricas e geográficas;
– Breve história de Juiz de Fora – Fundador Dr. Luiz Fortes Bustamante e Sá e seus sucessores no Paraibuna;
– Domingos Vidal de Barbosa Late – médico, poeta e inconfidente. Onde estão seus restos mortais?
– Biblioteca do Barão de Ribeiro de Sá;
– Conde de Cedofeita, um imigrante singular;
– Judeus em Juiz de Fora;
– Maus tratos em escravos;
– Genealogia de Marília de Dirceu, Anacleto Teixeira de Queiroga e Baronesa de Saramenha.

