MUCA – MUTIRÃO DA CULTURA E DO ALIMENTO DE LIMA DUARTE

MUCA é um festival diferente.
MUCA é festa, MUCA é união, MUCA é mobilização, MUCA é realização autogestionada, MUCA é celebração e, ao mesmo tempo, luta pela vida.
Nessa edição inaugural e movimentada, ao longo dos dias 5, 6 e 7 de setembro de 2025, o MUCA teve intensa programação. A culinária muito bem representada por Cotto e Via, Sabor e Arte, Kidelli, Queijaria Netas de Maria, Sítio Jacuba e Sítio eWe, que alimentou a galera presente para saborear também a programação, que foi uma rica mistura de linguagens, estilos e procedências.
As exposições foram por conta de Willian Levy, Vânia da Arte Biju, Linhas de Minas, Laquearte (Leo), José Augusto, Recanto de Gaia, Clara de Ibitipoca, Sol de Gaia, B.K Artes Kayla, Angela Falcometa, Adriana Lopes.
Duas oficinas animaram a festa. Nirava Nadéa, fazendo e acontecendo com Papel Machê e Letícia Fonseca com Máscaras em belíssimos formatos.
Os momentos de poesia surpreenderam pela grande participação da platéia, não somente aplaudindo, mas também falando ao microfone. Se apresentaram os anunciados Wil Sousa, Fernanda Paula, Viviane Ayres e Frederico Cardoso, mas se empolgaram Nirava Nadéa, Cíntia
Roberta Fontes, Tales Fonseca, Pedro Cunha, Léo Lopes, além da espetacular D. Lúcia.
Aconteceram duas apresentações teatrais. As Cigarras e as Formigas, do Grupo de Alunos do Professor Luan Carlos, e Samba de Terreiro, do Grupo Forças da Natureza, ambas nascidas na Associação Cultural Caminho da Serra.
E filmes foram exibidos. Moana 2, para a criançada e curtas metragens locais. Foram três documentários. Cernes, de Celine Billard e a Lenda do Cavaleiro da Meia Noite e Outras Histórias e Jatão, Buzão, Caixote, Baú, Caquinho, ambos do projeto Desvendando a Serra Grande. E um curta ficcional em estréia mundial, embrião para o primeiro longa metragem limaduartino. Foi o Encruzilhada, dirigido por Frederico Cardoso e estrelado por Rafaela Carvalho e Luan Carlos.
As apresentações musicais ficaram por conta do brilhante Dudu Arbex, que dividiu o palco com Letícia Fonseca, aumentando a intensidade do brilho de domingo. E nada mais animado que a Banda Última Hora, com forró, mas também tango. Os Indefinidos, com suas diversas formações, Nina, que chegou (pra ficar) na cidade, depois de uma turnê por Rio de Janeiro e Bahia, Fred Cardoso, Gláucia Braga e Liah Music, com sua belíssima voz.
E o melhor de tudo, quem tomou coragem subiu ao palco e fez bonito! O microfone esteve aberto ao longo dos três dias, sem seleção, sem censura, sem curadoria.
Durante o MUCA, houve também importante conversa sobre Agroecologia e Educação, Agroecologia e Cultura, Agroecologia e Saúde, além da Campanha de arrecadação de alimentos e do Almoço integração, quando presentes compartilharam sonhos e comidas feitas com todo amor.
E o resultado é a consolidação do Sabor e Arte como um dos mais importantes locais de encontro, da cultura e da cidadania de Lima Duarte, além de um excelente restaurante. Espaço de afetos e de confluências. A consolidação da trinca SOMA, MOVA, Candeia como coletivos dedicados a Lima Duarte, desde as pontas dos pés até o topo da cabeça. Também marcou a empreitada o anúncio de projetos futuros – a Virada de Ano MUCA e o Bloco MUCArnavalesco, que ganhará a cidade pela primeira vez em 2026.
Artistas locais e apaixonados pela arte e pela cultura – pela vida! – tiveram e fizeram uma das melhores experiências culturais de Lima Duarte acontecer e estão cada vez mais apaixonados, inspirados pelo acolhimento amoroso de Cíntia e Carlos e dos herdeiros Pedro e João.
Vida longa ao MUCA!!!!

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