CROCHÊ EM LIMA DUARTE

Entre um ponto e outro, Rosane Aparecida Lourenço produz, em Lima Duarte, peças de crochê para vestuário e decoração como tapetes, trilho de mesa, jogo americano, jogos de banheiro e de cozinha. Ela usa linha para confecção de roupas e barbante para peças decorativas.
A artesã explica que o tempo médio para fazer uma peça simples e pequena é de uma hora, mas um vestido leva dias para tecer. Ela conta que aprendeu fazer crochê com 21 anos, quando conheceu alguns dos pontos básicos com uma vizinha que estava fazendo biquínis para suas filhas e aperfeiçoou assistindo vídeos no YouTube. Antes, quando criança, tinha tentado habilitar na atividade exercida há 12 anos.
Na opinião da artesã, “a dificuldade da atividade é só no começo do aprendizado, porque não é apenas fazer crochê, tem uma técnica, um saber fazer por trás. Muitos falam que sabem fazer crochê, mas não produz aquela peça bem feita, com um caimento perfeito, sem ficar embabada ou torta”.
Rosane relata que a época de maior procura pelos produtos de crochê é no fim do ano. A venda é efetuada pelas redes sociais através do Facebook, Instagram e WhatsApp, além de participar do Feirão da Roça junto com as artesãs do grupo Tecendo no Orvalho.
“Observo que o crochê ainda precisa ser mais valorizado pela comunidade. Vejo muitas crocheteiras vendendo suas peças muito baratas por um preço que nem paga o material utilizado. Crochê é trabalhoso, leva tempo, dedicação, aprendizado e, às vezes, sentimos dor nas costas ou nos pulsos dependendo da peça”, complementa Rosane.

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