NOVEMBRO AZUL

Em 17/11 é comemorado o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata, data que deu origem ao movimento Novembro Azul. O início foi em 2.003, na Austrália, com o objetivo de chamar a atenção para a prevenção e o diagnóstico precoce das doenças que atingem a população masculina. O Novembro Azul é uma campanha mundial, que visa conscientizar a população masculina sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de próstata.
A campanha tem como objetivos: Divulgar informações sobre a saúde do homem, fortalecer as recomendações do Ministério da Saúde e incentivar os homens a procurarem orientação médica preventivamente. Apesar de o foco inicial do Novembro Azul ser o câncer de próstata, hoje essa campanha é mais ampla. Ela também aproveita para promover a conscientização da população masculina em relação ao cuidado com a saúde como um todo.
O câncer de próstata é o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens, atrás apenas do câncer de pele. No Brasil, é responsável por 29% dos casos de câncer em homens. A doença se desenvolve lentamente, sem apresentar sintomas em grande parte dos casos. Por isso, o diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de cura.
Algumas medidas preventivas que podem ser adotadas são:
– Buscar acompanhamento médico com mais regularidade;
– Realizar exames específicos, como o toque retal e o exame de sangue PSA;
– Ter uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais;
– Reduzir o consumo de gordura, principalmente a de origem animal;
– Praticar pelo menos 30 minutos de atividade física por dia;
– Manter o peso adequado à altura;
– Identificar e tratar adequadamente hipertensão, diabetes e problemas de colesterol;
– Diminuir o consumo de álcool;
– Não fumar.
As causas do câncer de próstata estão relacionadas com fatores genéticos, excesso de gordura corporal e o avanço da idade. Há também fatores ambientais que podem auxiliar no aparecimento da doença, como fumo e exposição a produtos químicos.
O médico urologista da ABBAC, Marcus Oliveira, explica que o câncer de próstata se desenvolve quando células da próstata se multiplicam anormalmente e formam um tumor. Segundo ele, a próstata é uma glândula que faz parte do sistema reprodutor masculino, responsável por produzir parte do sêmen. Ela está localizada abaixo da bexiga, próxima ao reto, com tamanho parecido ao de uma noz.
O urologista ressalta que sintomas como um fluxo urinário mais lento e mais idas ao banheiro podem ser sinais de cãncer de próstata, ou algo menos sério, como aumento da próstata (HBP). Assim, os sintomas iniciais, muitas das vezes, são inespecíficos, inexistentes ou semelhantes aos do aumento prostático benigno.
De acordo com o Portal de Boas Práticas da Fiocruz, a estimativa para o Brasil é de 71 mil novos casos de câncer de próstata entre 2023 e 2025. O câncer de próstata é o mais incidente no homem (excluindo-se o câncer de pele não melanoma) e o segundo que mais mata, atrás do câncer de pulmão. Dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade do Ministério da Saúde revelam que, de 2019 a 2021, foram mais de 47 mil óbitos em razão desse tipo de tumor. No Brasil, estimam-se 71.730 novos casos de câncer de próstata por ano para o triênio 2023-2025.
O médico urologista da ABBAC alerta ainda que, apesar de poder atingir qualquer homem, os principais fatores de risco da doença são: idade (é um câncer raro antes dos 40 anos e aumenta com o envelhecimento); histórico familiar de câncer de próstata em pai, irmão ou tio; homens de raça negra; obesidade.
A neoplasia de próstata em estágio inicial, quando as chances de cura chegam a 90%, não apresenta sintomas. Quando aparecem, o tumor geralmente está em uma fase mais avançada, podendo o homem ter dificuldade para urinar, micção frequente, disfunção erétil, presença de sangue na urina ou no sêmen e dores pélvicas ou ósseas.
Para o diagnóstico precoce da doença, os urologistas recomendam que homens à partir de 50 anos, mesmo sem apresentar sintomas, procurem um urologista para avaliação individualizada. Aqueles que integram o grupo de risco são orientados a começar os exames mais cedo, à partir dos 45 anos. Essas orientações quanto à idade valem quando não houver sintomas. Se houver, a procura pelo urologista deve ser feita o mais breve possível. “Os sintomas não são exclusivos de câncer de próstata ou de outras doenças da próstata. Mas, por não serem normais, sempre devem ser avaliados, porque podem indicar problemas que também podem ter impacto importante na saúde do homem”, afirma Marcus Oliveira.

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