LIMA DUARTE SE DESPEDE DO QUERIDO PROFESSOR FLÁVIO

A cidade de Lima Duarte amanheceu mais silenciosa com a notícia da morte do professor e radialista Flávio Riolino, uma das personalidades e das vozes mais marcantes da comunicação local. Conhecido pelo carinho com que tratava os ouvintes e pela dedicação à comunidade, ele deixa um legado que atravessa gerações. Flávio se despediu deste plano no dia 6 de fevereiro.
Antes de se tornar referência no rádio, Flávio também marcou a vida de muitos jovens como professor de Ciências na Escola Estadual Adalgisa de Paula Duque, tradicionalmente chamada pelos limaduartinos de “Ginásio”. Em sala de aula, era lembrado pela proximidade com os alunos e pela forma simples e atenciosa de ensinar, características que também levaria para os microfones e para os círculos familiares e de amizades.
No rádio, iniciou sua trajetória ainda na década de 1990, na saudosa Rádio Cascavel, onde nasceu o programa “Encontro com a Saudade”. Anos depois, o projeto ganharia nova fase na Rádio Serrana FM, onde permaneceu por 14 anos e alcançou a marca de 620 edições dominicais. A cada programa, levava música, lembranças e palavras de acolhimento aos lares da cidade, tornando-se companhia fiel para muitos ouvintes.
O último programa foi apresentado em 15 de dezembro de 2025, no estúdio que leva seu nome, o Studio Radialista Professor Flávio Riolino, homenagem feita em vida ao radialista, quando o espaço foi inaugurado na rádio. Naquele dia, sem que muitos imaginassem, ficaria registrado o que se tornaria uma despedida. A gravação, guardada pela família, ganhou um novo significado: tornou-se memória viva de uma voz que marcou época.
Colegas da Rádio Serrana lembram que, naquele encontro final, Flávio deixou sobre a mesa uma lembrança para cada locutor, com os nomes cuidadosamente identificados. Um gesto simples, mas que resumiu o cuidado e o respeito que sempre marcaram sua trajetória.
Professor, comunicador e amigo, Flávio Riolino transformou o rádio em um espaço de encontro entre sentimentos e histórias. Sua voz, que por tantos anos embalou domingos em Lima Duarte, permanece agora na memória e no coração de quem teve o privilégio de ouvi-la.

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