SAÚDE ANIMAL
Os insetos são animais comuns à vida humana, sendo desejáveis ou não. Estudos mostram que existem mais de 30 milhões de espécies de insetos no mundo.
Seu hábito de vida é muito diversificado levando-os a exercerem papel fundamental ao ecossistema.
Alguns grupos de insetos atuam como vetores de doenças como a malária, dengue, miíase e outros tipos de parasitismo, que conferem a eles importância médica e veterinária.
Os dípteros ou moscas verdadeiras são considerados os maiores em número de espécies. As moscas responsáveis pela dermatobiose, popularmente chamada de doença da larva da mosca ou berne, é a Dermatobia hominis. Comuns nos centros rurais pelos seus hábitos diurnos e por procurarem lugares com vegetação abundante, o que coincidem com as áreas de sombras procuradas pelos bovinos para descanso nos dias mais quentes. Essa característica faz o bovino ser o principal hospedeiro. Seu ciclo de vida dispõe de 4 fases: ovo, larva, pupa e mosca adulta.
O que diferencia a Dermatobia das outras moscas é o importante fato de não colocarem seus ovos diretamente no hospedeiro, precisam capturar outras moscas para depositarem sobre elas seus ovos, onde essas novas moscas serão as responsáveis por levarem os ovos até o hospedeiro, que pode ser os bovinos, caprinos, equinos, gatos, cães e até mesmo o homem.
Os ovos depositados em contato com a temperatura da pele do hospedeiro por 12 a 24h eclodem e surgem a minúscula larva, que vai evoluir de acordo com seu ciclo de vida e vai alcançar o subcutâneo da pele, por meio do orifício do folículo piloso, o que não precisa, necessariamente, de uma lesão na pele para migrarem para camada mais interna do tecido.
A penetração da larva no tecido forma uma lesão nodular parecida com um furúnculo, onde pode ser notada uma pequena abertura central, por onde emana uma secreção de coloração amarelada ou sanguinolenta. É nesse orifício que a larva respira.
Seu ciclo de vida no hospedeiro leva em torno de 53 dias, caso não sejam extraídas. Atingindo sua maturidade, caem ao solo, onde darão sequência ao ciclo evolutivo, tornando-se insetos adultos, dando origem a novas larvas.
Os sintomas variam de acordo com a localização e o tamanho da infestação. Porém, coceira, dor, sensação de movimentação sobre a pele e queimação na área lesionada podem ser perceptíveis para o hospedeiro.
Apesar de o diagnóstico ser clínico, o que é levado em consideração são os sinais da infestação, onde podem ser visualizadas larvas no orifício, tentando respirar. É fundamental esclarecer o diagnóstico diferencial de abcessos ou lesões ocasionadas pela presença de corpo estranho, que podem apresentar aspectos idênticos.
O tratamento baseia-se principalmente na retirada completa da larva, que pode ser com a técnica de tampar o orifício por onde elas respiram, com auxílio de gaze, camada grossa de vaselina sólida, esparadrapo, toucinho defumado… Ambos forçarão a saída da larva para procurar ar, podendo ser puxada com uma pinça com o cuidado para não parti-la. O que levaria a uma resposta inflamatória/ infecciosa exacerbada, piorando o quadro clínico do hospedeiro.
Como prevenir
·Banhos regulares.
·Verificar o corpo do pet, especialmente períneo, base da cauda, orelhas e entre os dedos.
·Usar produtos repelentes aprovados para cães e gatos (sprays ou pipetas).
·Manter o ambiente limpo e sem acúmulo de lixo ou fezes.
·Em épocas quentes, redobrar a atenção — época de maior risco.
Para mais esclarecimentos de dúvidas, entre em contato pelo número celular 21 99871-2120.



