FAMÍLIA DO CANTOR MILTON NASCIMENTO É DE LIMA DUARTE

Como na canção “Raça” de Milton Nascimento, o livro “De onde vem essa força – Histórias da Família Nascimento de Minas para o Mundo”, de Vilma Nascimento, prima do cantor, revela que a família do compositor, orgulho dos parentes, é de Lima Duarte, do distrito de Manejo.
O evento literário, que aconteceu num cenário esplêndido do Teatro Central de Juiz de Fora, contou com os autores Vilma Nascimento, Jary Cardoso e João Marcos Veiga, e com o lançamento do livro “Histórias de Outras Esquinas” da escritora, produtora e letrista Duca Leal, ex-esposa do cantor e compositor Márcio Borges, integrante do Clube da Esquina.
Na roda de conversa, Vilma, que é cantora e já gravou disco, relata que o projeto do livro nasceu, há vinte anos, de uma conversa com sua irmã Wanda. O trabalho é resultado de uma pesquisa de linguagem oral e garimpo de fotos com os membros da família da Vó Maria, que era parteira e benzendeira e teve 8 filhos, um deles Maria do Carmo, a mãe de Milton, retratada na capa com foto de sua carteira de trabalho de 1940. Ela faleceu aos 26 anos, de tuberculose, quando morava no Rio de Janeiro, depois de residir em Juiz de Fora, com sua mãe e irmãos. A obra, cujo personagem principal é a família Nascimento, deixou na memória uma imagem de um lar alegre, onde os familiares gostavam de cantar! Uma foto com a turma de primos, vestidos de branco, uma delas com 90 anos, Ione, filha da tia Djanira, emocionou Vilma no evento.
Duca, que escrevia desde criança, queria fazer um livro sobre a convivência com a família Borges, com 11 irmãos, sendo 7 músicos. Reuniu cartas, costume de décadas passadas, quase 100 fotos e histórias de anos que retratam a memória do Clube da Esquina. A menina “rebelde”, como se define a escritora, que foi musa do grupo musical e teve uma letra – “Outro Cais”, gravada por Elis Regina, publicou, em 2019, “Histórias de outras esquinas”.
Depois, a música do Bituca e dos Borges, na voz das autoras dos livros, ecoou nas paredes pinceladas por Ângelo Bigi, um símbolo das artes plásticas na memória da cidade. A noite terminou coroada pelos autógrafos das escritoras.



